quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Jogo do ano?


No próximo sábado, o Farrapos parte rumo a São Paulo para mais uma peleia. E não é qualquer peleia, neste jogo, que será contra o SPAC, o vencedor segue vivo nas semifinais. Qual torcedor não está louco de vontade de assistir este jogo? E depois, quem sabe, (eu acredito que sim), ver o Farrapos nas semifinais... 

O clube deixa o Sul do Brasil em torno das duas da manhã de sábado, para entrar em campo as 14:00. Não é tão fácil, mas para um time de rugby, também não é difícil. “Será cansativo, mas já fizemos duas viagens assim este ano, acho que esse fator não será um empecilho. Não teremos o apoio de nosso fiel torcedor, isso aumenta a responsabilidade para que possamos representá-los da melhor maneira possível fora do estado.” Estas são palavras de Claudinei Wronski, capitão do time, que me ajudou a recordar o placar do jogo contra o SPAC no ano passado: 25 x 16.

Ano passado, o jogo contra o SPAC foi em Bento, eu ainda não tinha criado o blog, por isso não lembro muito bem de como foi o jogo, mas o placar nos anima... Não foi uma diferença tão grande, e nesse meio tempo, o Farrapos evoluiu bastante.

Enquanto o time viaja, eu fico concentrada em mais um daqueles sábados que se resume em: Fazer alguma coisa pra não lembrar do jogo e morrer de curiosidade e nervosismo. Sempre com o pensamento positivo, mentalizando o Farrapos no ingoal do adversário e aqueles takcles de pular da arquibancada... Enfim, depois do resultado de sábado, a missão é torcer para que a semifinal seja em Bento.

#queroFESTAnaMontanha  #avanteFarrapos

sábado, 25 de agosto de 2012

Farrapos x Walkirians


É lamentável que em pleno século XXI ainda existam pessoas com tanta falta de educação... Bem que se diz “Educação vem de casa!”. O jogo estava muito bom de ser visto, a não ser pelo vento que me fez tremer o queixo a todo o momento, e a minha vontade de me levantar e mandar certas pessoas calarem a boca.

Já é frequente vermos no estádio da Montanha desrespeito contra jogadores de times adversários e juízes. Agora, com pessoas que estão lá para realmente torcer, e com jogadores do próprio clube, é novidade para mim. Se continuar assim, quem ficará mal visto é o Farrapos, não os desocupados que acham que estão em uma festinha falando MERDA com os amigos. E isso é uma pena, pois o Farrapos não merece esse tipo de torcedor, se é que dá pra chamar de torcedor. E os bons torcedores, não merecem ficar com uma imagem ruim, por culpa de uma minoria.

Estou colocando a cara pra bater escrevendo isso aqui, porque amo o Farrapos, amo o respeito e amo minha família. A partir do momento que alguém ofendeu meu pai, eu não vou falar somente como a torcedora, mas sim como a Stéphany. Não escrevo isso tudo aqui para tentar falar mal ou educar alguém, pois esse não é meu papel e muito menos do Farrapos. Escrevo, para avisar aos bons torcedores que vão a Montanha, que se um dia forem atingidos por uma lata de cerveja ou por alguma ofensa, apenas ignorem. E o principal: Não deixem de apoiar um time por causa de 2 ou 3 que acabam contradizendo todos os valores do rugby que eu insisto em elogiar aqui.

Cabe lembrar que o que estou a dizendo não é generalizando nenhum grupo de torcedores, muito menos a Los Farrapos, que seria a melhor barra em minha opinião, se alguns não a denegrissem. Não espero que vocês compartilhem ou curtam este post, escrever aqui já esta desmanchando um nó que a tempo estava na minha garganta, e dizer o que muitos querem, mas não dizem, pois afinal, o estádio é público, não podemos fazer com que somente pessoas educadas frequentem.

Se não bastasse ofender pessoas que estão trabalhando dentro de campo, ainda por cima, chamam meu pai de “manco” e de “sogro”. Primeiro, se ele é manco é porque tem problema na coluna. Segundo, jamais irei me relacionar com alcoólatras mal educados. Se eu ofendi alguém, não peço desculpas, pois as ofensas que têm sido feitas contra os jogadores e amigos do time, já ultrapassaram os limites.

Tirando estes acontecimentos desagradáveis, o jogo foi ótimo. A equipe intermédia venceu de 14 a 10 sobre o Walkirians, jogando com garra e dando seu sangue, literalmente. O Farrapos cada dia me deixando cada dia mais orgulhosa, não somente pelos bons resultados, mas pelas pessoas de bem que fazem parte dele. Por mais que tenha que ouvir besteiras, nunca deixarei de assistir um jogo se quer. Parabéns Farrapos, rumo a final!!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Voltei

Olá! Começo este post me perguntando se ainda tenho algum leitor, porque né... Ando deixando meio de lado o blog. Mas não é por falta de vontade, e sim por excesso de provas e trabalhos interdisciplinares. É claro que não me esqueci dele, aliás, abro a página quase todos os dias nem que for pra dar uma olhadinha!
A primeira rodada do Super 10 encerrou sábado, com um jogo bonito. Afinal, o que se esperaria de um jogo disputado com o heptacampeão brasileiro? Enquanto muitos diziam que o jogo ia ser sofrido antes mesmo de começar, eu conversava comigo mesma dizendo que “quanto mais difícil, melhor”, afinal, a derrota trás na bagagem muitos ensinamentos. E olha que por o ser o São José, com jogadores praticamente de Seleção Brasileira, e o Farrapos com os titulares jogando no segundo tempo, o placar de 26 a 3 me deixou satisfeita. O próximo jogo, nas quartas de final, é contra o Spac, em São Paulo, no dia 1º.
Normalmente quando surge algum assunto sobre esporte\rugby, eu procuro expor minha opinião. Dias atrás na sala de aula, eu estava falando sobre o Farrapos com um colega meu, e outro ser disse “Não sei que graça vocês veem no rugby, é um esporte idiota!”. Aí, eu ainda calma, perguntei “Mas tu já assistiu algum jogo?” “Não...” “Então? Primeiro toma conhecimento, depois tira tuas conclusões”. Pois bem, pra finalizar a grande participação na conversa a pessoa diz: “Mas nem dá vontade de conhecer, um bando de retardados se batendo!” Nessa hora eu agradeci por a minha mãe ter me dado educação, se não fosse por isso, a cadeira em que eu estava sentada seria levemente direcionada à cabeça da criatura. Mas tudo bem. Esse exemplo deve servir pra tudo, não somente sobre o rugby, mas sobre qualquer assunto, antes de julgar ou falar besteira, devemos conhecer. Todos têm direito de gostar ou não, mas faltar com respeito ou falar porcaria é ignorância.
Saindo do momento desabafo, amanhã, dia 25, o jogo será contra o Walkirians, valendo pela Copa RS (as 15hrs na Montanha). É muito bom torcer, eu sou suspeita a falar, mas além de um jogo realmente legal de assistir, eu me surpreendo vendo pessoas de todas as idades, torcendo, da sua maneira, sem precisar de seguranças para apartar brigas e tudo mais, sem esquecer do chimarrão! 
O que queremos é conquistar este título, e o apoio da torcida é sempre bem vindo. Enquanto o dia não chega, ficarei na expectativa, chove ou não chove? Independente do tempo, “Faça sol ou faça chuva, sempre estaremos lá!”. Até mais!


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Orgulho Farrapos!


“A cultura gaúcha tem sua origem fundamentada nos usos e costumes de um povo, que por sua vez, forjou-se uma pátria. Pátria esta esteada em um passado glorioso que se tornou presente nos dias atuais despertando orgulho dos seus compatriotas, que ao entoarem seu hino o brado é escutado além das fronteiras... E encanta, encanta tanto que até mesmo os que não são originários da mesma adaptam-na e tornam-se bravos defensores da maior riqueza que esta pátria possui: seu folclore, suas raízes. É necessário defendê-la contra ‘invasões’ e priorizar seus princípios como nos tempos de outrora, com decência, coerência e acima de tudo propriedade aliada à sensibilidade e deixar para os que virão o mesmo orgulho pela sua descendência, a velha e imortal estirpe GAÚCHA” César Oliveira

Faço minhas as palavras de César Oliveira para introduzir este post. O parágrafo acima é capaz de explicar sem mais delongas o porquê de comemorar os cinco anos de Clube, vestindo uma camisa temática, em homenagem à “Guerra dos Farrapos”, ao general Bento Gonçalves e aos demais guerreiros que lutaram para defender o nosso Rio Grande do Sul.

Todos devem saber que não é por nada que o Farrapos Rugby Clube têm este nome, ao contrário do que muitos pensam, os guerrilheiros conhecidos como “Os Farrapos”, não eram esfarrapados, mas sim, fazendeiros e criadores de gado que lutavam para defender e buscar mais valorização ao tão amado Rio Grande do Sul. Assim como no rugby, dentro de campo, os guerrilheiros mais conhecidos como jogadores, lutam para defender seu time, conquistar território no campo e avançar para chegar ao objetivo, e o Farrapos é um Clube que representa o povo gaúcho, ainda mais neste Super 10.

A camisa foi lançada pela SulBack, em uma edição especial comemorativa, temática e inédita no rugby brasileiro. O design é obra do ex rugbier e artista gráfico Gonza Rodriguez, especialista em ilustração esportiva e premiado internacionalmente. Poderá ser adquirida na Mobile Store da SulBack, que está sempre localizada na entrada do Estádio da Montanha durante os jogos,  a partir de segunda-feira no site da SulBack, e posteriormente, no comércio local.



Se já é linda de se ver assim em fotos, quem dirá vestindo todo o time em um jogo muito importante e emocionante pelo Super 10, contra o Desterro de Florianópolis, tendo como público os torcedores mais confiantes e o “céu azul do Rio Grande”? Esta eu não perco de jeito nenhum!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Terceira rodada do Super 10 chegando!




Faz tempo que não paro pra escrever algo para o blog, eu estava ficando com saudades e certo peso na consciência, hehe. Muitas coisas aconteceram neste meio tempo, além do Farrapos ter vencido o segundo jogo disputado pelo Super10 contra o BH, em Minas, com o placar de 31 à 15, e ter sido derrotado no primeiro jogo contra o Pasteur, o meu blog querido teve destaque em dois jornais locais. Uhu!

Pois é, o Farrapos evoluiu de um jogo para o outro, jogando fora de casa, fez um jogo bonito contra o time de Belo Horizonte (o qual eu tentei assistir online, mas a 3G não ajudou muito). O destaque do jogo foi Baby, que fez 3 tries. Aproveitando este assunto, é legal lembrar que em qualquer partida, o mérito por ter vencido é de todo o time. No rugby não existem “estrelas”, um time com apenas um jogador bem treinado não teria grandes chances, pois o trabalho em equipe é mais do que fundamental.

Como disse no primeiro parágrafo, o blog teve destaque na mídia de Bento, fiquei muito feliz pelo reconhecimento, porque assim pode-se proporcionar curiosidade nas pessoas que ainda nunca assistiram a um jogo do Farrapos, e talvez conquistar alguns leitores à mais. Mas, convenhamos, que se meu time não fosse tricampeão gaúcho, e eu não tivesse o apoio de muitas pessoas queridas, nada disso teria acontecido.

Agora preciso abrir uns parênteses aqui. Pessoal, não sou tão dramática o quanto pareceu que eu fosse, e, a câmera que fotografei os jogos não foi minha mãe que deu, a galera do Farrapos me empresta as vezes, quando precisam de uma forcinha para fotografar. Não sei de onde tiraram isso, mas tudo bem. Não postei as fotos aqui no blog, pois ainda não tive acesso à elas.

Agora, vou para assunto que mais nos interessa: Primeiro jogo do Super 10 em casa! Vocês não vão deixar de ver, né?! Eu vou pra Santa Catarina amanhã, mas volto na sexta, não aguentaria ficar longe das arquibancadas no dia 28.

O time adversário é o Desterro de Florianópolis, que é um time que como os outros adversários, possui bastante experiência. Foi fundado em 1995, e já jogou amistosos contra as equipes dos EUA, França, Argentina, Paraguai e Uruguai. Quero ver o povo bento-gonçalvense fazendo bonito, e prestigiando o Farrapos, que com o rugby, e o Esportivo, com o futebol, estão mostrando que Bento é muito mais do que vinho e polenta, não que isso não seja bom, mas...

Eu estou morrendo de saudades de torcer, vamos usar as bandeirinhas da final do gauchão, apoiar e gritar muitoooo! Não só o time principal, mas também o juvenil que jogará um amistoso contra a equipe do San Diego. Nos vemos lá!





segunda-feira, 25 de junho de 2012

Estreia no Super 10


Sábado começa o campeonato mais esperado pelos torcedores do Farrapos. O tão almejado Super 10! O Super 10 é o “Brasileirão do Rugby”, é organizado desde 1964. Isso mesmo! Mas não se surpreenda, pois o rugby dá o ar da graça aqui no Brasil desde o século XIX. Clubes que disputaram o primeiro Super 10, hoje dividem o campo com o Farrapos, que se torna um juvenil entre tais times. Mais jovem, porém não menos forte.

Participam do Super 10 somente os 10 melhores clubes do Brasil, o Farrapos é o único clube gaúcho que tem a honra de participar desde campeonato. É uma responsabilidade e tanto representar o povo gaúcho, e convenhamos que com 5 anos de clube, o Farrapos está dando conta do recado.

O primeiro jogo do Farrapos acontece neste sábado em São Paulo contra o Pasteur. O Pasteur foi fundado 
em 1981, e sempre foi referência nacional em categorias de base, além disso, trás consigo vários títulos. Porém, ainda assim eu acredito no Farrapos. Oras, é o FARRAPOS! Sabemos que a equipe vem treinando muito e mostrando os bons resultados. No rugby não existe jogo “fácil”, mas por mais “difícil” que seja com certeza o melhor de cada um estará dentro de campo, e isso não sou eu quem está dizendo... O capitão Claudinei Wronski (Pequeno), assina em baixo:

“Mesmo não sendo mais o primeiro ano de Super 10 para grande maioria do elenco, a ansiedade ainda é grande no grupo. A equipe viaja com alguns desfalques importantes, problema esse que outras equipes também sofrem constantemente, mas quem entrar em campo sábado, com certeza entrará com muita garra e determinação. Já no primeiro jogo, vamos enfrentar o Pasteur, equipe que se sagrou campeã no último sábado do Estadual paulista, maior campeonato estadual do Brasil. Tem tudo para ser um ótimo jogo!”

A torcedora pouco ansiosa e irônica que vos fala estará em Santa Catarina no fim de semana, é sempre bom voltar às origens. Porém ficar sem internet em plena estreia do Farrapos no Super 10, é tenso!

O Farrapos jogará com garra e determinação, e como nós não estaremos lá para apoiar, com certeza estaremos com o pensamento positivo. Se alguém quiser me manter informada... Ops, o celular também não pega lá na casa da nona, então é isso, desejo um ótimo jogo ao Farrapos, e espero que vocês desejem-me sorte!



domingo, 17 de junho de 2012

HA, SOU TRI GAÚCHO!


Farrapos Rugby Clube: Tricampeão Gaúcho. Na verdade eu nem estava morrendo de vontade de escrever um post sobre esse jogo, porque nada que eu escreva será capaz de demonstrar tudo o que eu senti, e o que presenciei vendo nos olhos das pessoas em minha volta. De todas as emoções, as que mais ficavam evidentes era a ansiedade e o nervosismo, dignas de um jogo difícil como costuma ser os decisivos do Campeonato Gaúcho.

As previsões eram para chuva desde quinta-feira, e eu passei a semana torcendo pelo sol aparecer na tarde de sábado. Ele não apareceu, mas a chuva também não se fez tão presente, ficou naquele chove não molha enjoado... Mas, o clima era totalmente imperceptível quando comparado a o que se passava diante dos meus olhos.

Fiquei do lado de dentro, fotografando (ou tentando fotografar). No gramado, pertinho do jogo, é bem mais fácil de perceber tudo o que se passa dentro de campo. Às vezes dá vontade de correr e ajudar a empurrar quando se forma um ruck, ou de agarrar a camiseta de um jogador adversário que está chegando perto do ingoal. Mas nada se compara, para mim, à emoção de ficar na torcida, gritando, pulando e mandando todas as energias para o time. Ainda mais em um jogo como esse...

O Charrua abre o placar com um try, não convertido. Nos primeiros minutos de jogo, todos já estavam com feições nervosas, e eu não tinha como ficar calma. Viramos o placar com um penal e um drop goal, mesmo assim, a torcida porto-alegrense cantava como se tivesse a vitória em mãos, o que era mais um motivo para a minha tensão. O Charrua logo virou o jogo, marcando 8 x 6 com uma conversão de penal.

Acabava o primeiro tempo e a única coisa que eu fiz foi agarrar a parte da minha camiseta que dizia “FRC” com toda força, e pensei “Esse TRI é nosso”. A voz de um torcedor confiante quase sempre acerta. Dessa vez, acertou. Mesmo com dois penais desperdiçados, o Farrapos virou o jogo com um try de Pequeno convertido por Scopel, fechando assim o placar de 13 x 8, que consagrou o meu time TRI CAMPEÃO GAÚCHO, INVICTO!

Além de ter sido um jogo difícil, que me fez chorar de nervosismo umas quatro vezes, foi um jogo que me mostrou claramente o quão é importante ter pessoas apoiando do lado de fora. Ver aqueles torcedores gritando feito loucos para cantarem mais alto que a torcida adversária, e no fim do jogo, ver time e torcida cantarem e comemorarem juntos, fez meu coração bater mais forte. A vontade era de pular, gritar, abraçar todo mundo... Fazer QUALQUER COISA que pudesse demonstrar todo orgulho e felicidade que eu estava e ainda estou sentindo. Mas pensei melhor e concluí que não seria legal quebrar a câmera do presidente do time, né.

Mesmo na entrega dos troféus, os gritos da torcida do Charrua ainda eram bem evidentes, mas nenhuma emoção se compara à de ver o time erguendo a taça, pegar a bandeira do Rio Grande do Sul, cantar o nosso hino junto com a torcida e dizer “Essa aqui é nossa!!”. 

Enfim, quero parabenizar e agradecer ao Farrapos, aos patrocinadores, ao público, aos demais times, e dizer que somos TRI GAÚCHOOOOOS!


Assim que eu tiver as fotos comigo, as postarei aqui no blog.