segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

"Você não sabe a força que tem, até que sua única alternativa é ser forte."


Hoje é um daqueles dias que televisão e redes sociais poderiam não existir. É quase impossível ficar desconectado, sem saber das notícias sobre a tragédia em Santa Maria, mas ao mesmo tempo, ver as homenagens e pior ainda, os comentários inúteis feitos sobre o acontecimento, faz o coração palpitar e não conseguir fazer mais nada. Sozinha em casa com o meu irmão, que é uma criança, incapaz de entender os motivos pelo qual choro desesperadamente, a única coisa que me resta fazer é escrever. Escrever não faz com que nada seja esquecido, mas de certa forma alivia. Eu realmente adoraria ser menos sensível. Mas não...

Eu não conheço ninguém que estava naquela boate, mas sinto por todos como se fossem velhos amigos. Penso que o que aconteceu lá, poderia ter acontecido em qualquer festa que eu já tenha ido... São nessas horas que percebemos o quão frágil somos perante a vida. Enquanto alguns reclamam pelo prejuízo de já estarem na praia esperando ansiosamente pelo Planeta Atlântida que foi transferido, eu paro e penso até que ponto um ser humano pode chegar. Dinheiro não é tudo. Na verdade, dinheiro não é nada quando comparado ao que sentimos, ou somos obrigados a deixar de sentir...

No meio de tantas vítimas, estavam dois jogadores do Universitários Rugby de Santa Maria. Um deles, conhecido como Vinão, teria sido um dos primeiros a sair da boate, mas retornou ao local para ajudar os que ainda estavam lá e não conseguiu mais sair. O rugby gaúcho perdeu dois grandes guerreiros, e eu, lendo sobre este fato, ainda tenho esperanças de que ainda existem pessoas boas pelas quais vale a pena derramar a quantia de lágrimas que já derramei hoje. 

O Farrapos jogou no fim de semana em Embu das Artes pelo Brasil Sevens, com um ótimo desempenho, consagrando-se o quinto melhor time do Brasil na modalidade Sevens. No domingo, dedicaram os jogos em homenagem as vítimas do incêndio. Vivendo em meio ao rugby, aprendi muitas coisas sobre ser forte, perseverante e não deixar-se abalar, mesmo nas derrotas dentro de campo, que podem ser comparadas com as que acontecem na nossa vida, devemos caminhar com a cabeça erguida, não com orgulho por ter vencido, mas por ter lutado e ter dado o seu melhor durante a batalha.




Diante da tragédia que ocorreu no fim de semana, apenas desejo que todos que partiram estejam em um lugar melhor do que aqui, e nós, que ainda temos muitas horas de “jogo” pela frente, que possamos aproveitar da melhor maneira possível, dando prioridade para as coisas que realmente importam, afinal, dinheiro nenhum compra a felicidade e o amor... Arrependimento e tristeza nenhuma faz o que perdemos voltar a ser nosso, e julgamento nenhum é capaz de nos tornar melhor do que ninguém, afinal, isso não é preciso. O que é preciso é agradecer pela vida que temos e perceber que ela não está em nossas mãos, o que está em nosso controle, é o modo em que decidimos vivê-la.  


sábado, 29 de setembro de 2012

Orgulho é a palavra certa!


Há um pouco mais de quatro anos atrás, um grupo de amigos iniciava os treinos em uma equipe de rugby que decidiram denominar “Farrapos”. Talvez, naquela época, nem imaginavam que o nome da equipe cairia realmente como uma luva para demonstrar como é esse Clube, que hoje, encerra a participação no Super 10 em 5º lugar, onde competem os 10 principais times do Brasil, a maioria deles, com 20 anos ou mais de experiência no rugby.
A vitória foi sobre o Rio Branco, neste sábado dia 29, em São Paulo, que quebrou a hegemonia dos times paulistas, sendo que o Farrapos é o único time gaúcho que venceu de uma equipe paulista da primeira divisão. Uma vitória de 20 x 18, que fez muitos torcedores ficarem preocupados nos últimos minutos e foi um marco na história do Farrapos.
Nesta quarta-feira, os atletas Lucas Mariuzza e Guilherme Coghetto foram até a escola onde eu estudo para apresentar o rugby a quem ainda não conhecia, e convidar a gurizada para treinar e fazer parte do clube... Eu, apenas observei as “palestras” e me senti feliz em ver como eles falavam desse esporte com tanto orgulho, dizendo que não é apenas um esporte, não é apenas um time, mas uma família. Não sabem diferenciar se é melhor jogar, defender seu Clube, ou conviver com os amigos que o rugby lhes proporcionou. Eu não jogo, ainda, mas também vejo o rugby como muito mais do que um esporte, e o Farrapos, muito mais do que um Clube.
Acordei, tomei banho, vesti minha camiseta, e pensei “Vai dar tudo certo!”, e deu. Mais bonita do que esta vitória, foi ver todos torcedores e familiares vibrando, parabenizando e mostrando o orgulho que tem em serem Farrapos. Melhor ainda, é ver os jogadores postarem fotos machucados, com a legenda “Que alegria, sentimento de dever cumprido!”. São esses valores que fazem o rugby ser um esporte que com certeza muda a vida das pessoas, de quem joga, e de quem apenas adora torcer. É essa garra e união que fazem o Farrapos crescer no cenário brasileiro do rugby a cada ano, e é a felicidade que estou sentindo hoje que sentirei em  dobro ano que vem quando verei meu time alcançar suas novas metas.
Amanhã, com transmissão pela SPORTV, as equipes SPAC e São José Rugby disputam o primeiro e segundo lugar. Parabenizo às equipes que participaram do Super10, pelos belos jogos realizados e espero ansiosamente o Super10 2013!
Classificação e mais informações: http://www.rugbysuper10.com.br/





quarta-feira, 26 de setembro de 2012

29/09/2012: Ficará na história


“Como o Farrapos, clube de uma cidade praticamente do ‘interior’, conseguiu se tornar um dos melhores do Brasil em tão pouco tempo?” Essa foi a pergunta que um jogador de um time do Mato Grosso, se não me engano, me fez esses dias. Pergunta esta que eu nunca tinha me feito e demorei pra responder.

Respondi sem perguntar a ninguém que faz parte diretamente da equipe, respondi com o que o Farrapos transmite dentro de campo e eu sempre senti presente no grupo desde que comecei a frequentar a Montanha. “União, um bom técnico e jogadores que não querem apenas fazer parte do Farrapos Rugby 
Clube, mas sim, que este seja O CLUBE”. Não sei se a resposta foi boa, mas o jogo contra o Curitiba me deu a entender que respondi certinho.

Imaginem uma pessoa atualizando a página do http://www.rugbysuper10.com.br/ loucamente, pois é, era eu sábado retrasado. E no fim, aqueles 20 x 8 só não me deixaram mais feliz porque não vi o jogo de perto. Mas tudo bem, de maneira alguma estou reclamando, porque agora o foco é o próximo jogo, contra o Rio Branco, no próximo sábado. VOCÊS TEM NOÇÃO DO QUE É ESTE JOGO? O time pelo qual eu me descabelei vendo a semifinal do campeonato estadual há dois anos hoje está a 80min para ser o 5º melhor time do Brasil. DO BRASIL. Não que eu não goste de ver o campeonato estadual, muito pelo contrário... Mas ver meu time crescendo nessa proporção, realmente surpreende, e orgulha, demais.

Infelizmente não estaremos em São Paulo para ver este jogo. Mas torcer, de qualquer forma, sempre é bem vinda. Desejo um bom jogo ao Farrapos, que joguem com a união e o respeito que o rugby impõe, e não esqueçam: Não estamos gritando nas arquibancadas, mas estamos aqui com os dedos cruzados e o coração ansioso para receber de braços abertos o 5º (Amém) ou 6º principal time brasileiro, ou apenas o nosso Farrapos, que independentemente de onde chegou e como chegou, será sempre o time que eu defendo até de baixo da água. Espero que você que me disse que o Farrapos entrou no Super10 apenas pra “participar”, porque não ia vencer nenhum jogo, esteja lendo isso (piscadinha com ar de “E aí, curtiu a participação?”).

É isso aí, DA-LHE FARRAPOS e até sábado... Aposto que voltarei com boas notícias!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Jogo do ano?


No próximo sábado, o Farrapos parte rumo a São Paulo para mais uma peleia. E não é qualquer peleia, neste jogo, que será contra o SPAC, o vencedor segue vivo nas semifinais. Qual torcedor não está louco de vontade de assistir este jogo? E depois, quem sabe, (eu acredito que sim), ver o Farrapos nas semifinais... 

O clube deixa o Sul do Brasil em torno das duas da manhã de sábado, para entrar em campo as 14:00. Não é tão fácil, mas para um time de rugby, também não é difícil. “Será cansativo, mas já fizemos duas viagens assim este ano, acho que esse fator não será um empecilho. Não teremos o apoio de nosso fiel torcedor, isso aumenta a responsabilidade para que possamos representá-los da melhor maneira possível fora do estado.” Estas são palavras de Claudinei Wronski, capitão do time, que me ajudou a recordar o placar do jogo contra o SPAC no ano passado: 25 x 16.

Ano passado, o jogo contra o SPAC foi em Bento, eu ainda não tinha criado o blog, por isso não lembro muito bem de como foi o jogo, mas o placar nos anima... Não foi uma diferença tão grande, e nesse meio tempo, o Farrapos evoluiu bastante.

Enquanto o time viaja, eu fico concentrada em mais um daqueles sábados que se resume em: Fazer alguma coisa pra não lembrar do jogo e morrer de curiosidade e nervosismo. Sempre com o pensamento positivo, mentalizando o Farrapos no ingoal do adversário e aqueles takcles de pular da arquibancada... Enfim, depois do resultado de sábado, a missão é torcer para que a semifinal seja em Bento.

#queroFESTAnaMontanha  #avanteFarrapos

sábado, 25 de agosto de 2012

Farrapos x Walkirians


É lamentável que em pleno século XXI ainda existam pessoas com tanta falta de educação... Bem que se diz “Educação vem de casa!”. O jogo estava muito bom de ser visto, a não ser pelo vento que me fez tremer o queixo a todo o momento, e a minha vontade de me levantar e mandar certas pessoas calarem a boca.

Já é frequente vermos no estádio da Montanha desrespeito contra jogadores de times adversários e juízes. Agora, com pessoas que estão lá para realmente torcer, e com jogadores do próprio clube, é novidade para mim. Se continuar assim, quem ficará mal visto é o Farrapos, não os desocupados que acham que estão em uma festinha falando MERDA com os amigos. E isso é uma pena, pois o Farrapos não merece esse tipo de torcedor, se é que dá pra chamar de torcedor. E os bons torcedores, não merecem ficar com uma imagem ruim, por culpa de uma minoria.

Estou colocando a cara pra bater escrevendo isso aqui, porque amo o Farrapos, amo o respeito e amo minha família. A partir do momento que alguém ofendeu meu pai, eu não vou falar somente como a torcedora, mas sim como a Stéphany. Não escrevo isso tudo aqui para tentar falar mal ou educar alguém, pois esse não é meu papel e muito menos do Farrapos. Escrevo, para avisar aos bons torcedores que vão a Montanha, que se um dia forem atingidos por uma lata de cerveja ou por alguma ofensa, apenas ignorem. E o principal: Não deixem de apoiar um time por causa de 2 ou 3 que acabam contradizendo todos os valores do rugby que eu insisto em elogiar aqui.

Cabe lembrar que o que estou a dizendo não é generalizando nenhum grupo de torcedores, muito menos a Los Farrapos, que seria a melhor barra em minha opinião, se alguns não a denegrissem. Não espero que vocês compartilhem ou curtam este post, escrever aqui já esta desmanchando um nó que a tempo estava na minha garganta, e dizer o que muitos querem, mas não dizem, pois afinal, o estádio é público, não podemos fazer com que somente pessoas educadas frequentem.

Se não bastasse ofender pessoas que estão trabalhando dentro de campo, ainda por cima, chamam meu pai de “manco” e de “sogro”. Primeiro, se ele é manco é porque tem problema na coluna. Segundo, jamais irei me relacionar com alcoólatras mal educados. Se eu ofendi alguém, não peço desculpas, pois as ofensas que têm sido feitas contra os jogadores e amigos do time, já ultrapassaram os limites.

Tirando estes acontecimentos desagradáveis, o jogo foi ótimo. A equipe intermédia venceu de 14 a 10 sobre o Walkirians, jogando com garra e dando seu sangue, literalmente. O Farrapos cada dia me deixando cada dia mais orgulhosa, não somente pelos bons resultados, mas pelas pessoas de bem que fazem parte dele. Por mais que tenha que ouvir besteiras, nunca deixarei de assistir um jogo se quer. Parabéns Farrapos, rumo a final!!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Voltei

Olá! Começo este post me perguntando se ainda tenho algum leitor, porque né... Ando deixando meio de lado o blog. Mas não é por falta de vontade, e sim por excesso de provas e trabalhos interdisciplinares. É claro que não me esqueci dele, aliás, abro a página quase todos os dias nem que for pra dar uma olhadinha!
A primeira rodada do Super 10 encerrou sábado, com um jogo bonito. Afinal, o que se esperaria de um jogo disputado com o heptacampeão brasileiro? Enquanto muitos diziam que o jogo ia ser sofrido antes mesmo de começar, eu conversava comigo mesma dizendo que “quanto mais difícil, melhor”, afinal, a derrota trás na bagagem muitos ensinamentos. E olha que por o ser o São José, com jogadores praticamente de Seleção Brasileira, e o Farrapos com os titulares jogando no segundo tempo, o placar de 26 a 3 me deixou satisfeita. O próximo jogo, nas quartas de final, é contra o Spac, em São Paulo, no dia 1º.
Normalmente quando surge algum assunto sobre esporte\rugby, eu procuro expor minha opinião. Dias atrás na sala de aula, eu estava falando sobre o Farrapos com um colega meu, e outro ser disse “Não sei que graça vocês veem no rugby, é um esporte idiota!”. Aí, eu ainda calma, perguntei “Mas tu já assistiu algum jogo?” “Não...” “Então? Primeiro toma conhecimento, depois tira tuas conclusões”. Pois bem, pra finalizar a grande participação na conversa a pessoa diz: “Mas nem dá vontade de conhecer, um bando de retardados se batendo!” Nessa hora eu agradeci por a minha mãe ter me dado educação, se não fosse por isso, a cadeira em que eu estava sentada seria levemente direcionada à cabeça da criatura. Mas tudo bem. Esse exemplo deve servir pra tudo, não somente sobre o rugby, mas sobre qualquer assunto, antes de julgar ou falar besteira, devemos conhecer. Todos têm direito de gostar ou não, mas faltar com respeito ou falar porcaria é ignorância.
Saindo do momento desabafo, amanhã, dia 25, o jogo será contra o Walkirians, valendo pela Copa RS (as 15hrs na Montanha). É muito bom torcer, eu sou suspeita a falar, mas além de um jogo realmente legal de assistir, eu me surpreendo vendo pessoas de todas as idades, torcendo, da sua maneira, sem precisar de seguranças para apartar brigas e tudo mais, sem esquecer do chimarrão! 
O que queremos é conquistar este título, e o apoio da torcida é sempre bem vindo. Enquanto o dia não chega, ficarei na expectativa, chove ou não chove? Independente do tempo, “Faça sol ou faça chuva, sempre estaremos lá!”. Até mais!